CÁTEDRA FRANCO-BRASILEIRA NA UFMG Direitos Humanos, Educação e Conhecimentos: diálogos internacionais

Os últimos anos têm sido marcados por crises humanitárias sem precedentes, especialmente no que se refere à saúde. A atual crise sanitária do COVID 19, vivida em âmbito global  expôs, em um só tempo, os aspectos econômicos, políticos e informacionais relacionados às possibilidades de mitigar os danos dela decorrentes. 

O apartheid saniário parece inquestionável quando se  observa o tratamento desequilibrado adotado no enfrentamento político e social questão. Nesse sentido, os Estados Unidos já vacinaram cerca de 63,77%, a União Européia 69,14%, enquanto que o Continente africano alcançou até o momento apenas 10,92% de sua população.

Além disso, o acesso à informação para enfrentar  a situação de crise é fortemente entrecortado por diferentes interesses que vão desde a ausência  deliberada de informações até a sobreposição de conhecimento científico, fatos alternativos e fake news  que trazem consequências sociais imensas.  Trata-se de um momento dramático em que as Universidades e centros de pesquisa são convocados a oferecerem suas contribuições pautadas em parcerias locais e internacionais.

A Cátedra Franco-Brasileira “Direitos Humanos, Educação e Conhecimentos: diálogos internacionais” visa consolidar e ampliar o desenvolvimento das cooperações preexistentes entre as equipes de pesquisa, sendo uma francesa e outra brasileira, de modo a promover por meio desta parceria uma perspectiva de continuidade e reciprocidade de ações de ensino superior e de pesquisa.

Da Universidade Federal de Minas Gerais a Profa. Dra. Maria Aparecida Moura do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) e responsável pelo Laboratório de Culturas e Humanidades digitais (LabCult), integrante da Rede de Direitos Humanos da UFMG, convida a Profa. Dra. Joëlle Le Marec que, atualmente, é professora titular do Museum National d’Histoire Naturelle, laboratoire PALOC (Paris, França). Ela coordena e conduz investigação em estudos científicos e museologia. Atualmente desenvolve estudos sobre  o conhecimento da precariedade, e é membro da rede “Endangered Humanities”. Ambas atuam no profícuo diálogo relacionado às discussões mais amplas sobre as ciências e seus usos sociais, tendo como foco os saberes tanto acadêmicos quanto populares, de modo a refletir sobre os procedimentos de mediação da informação, o que inclui discussões sobre a precarização dos processos de produção do conhecimento no contexto atual.

Programação

Palestrantes

Inscrições

Equipe organizadora